sexta-feira, 17 de maio de 2013

Vira, vira, vira... Virou!



Crédito: Virada Cultural 2013

Desta vez não pode haver desculpas, deligue a TV, saia do sofá e leve toda sua disposição para as ruas da capital paulistana, pois vai começar tudo outra vez: Virada Cultural 2013. A festa que já virou tradição cultural da cidade repete a fórmula de sucesso de anos anteriores com mais de 24 horas de atividades e 900 atrações gratuitas. Tem opção para todos os gostos, desde bandas de rock, forró, música brega, sertanejo, apresentações de dança e teatro entre outras apresentações. Para esta 9º edição, são esperadas mais de 4 milhões de pessoas, segundo a expectativa dos organizadores.

E São Pedro também promete ajudar, a princípio não choverá. A Virada começa às 18 horas de sábado, até o final da tarde de domingo. A dica da Amosampa é para que as pessoas deixem seus carros em casa e utilizem o transporte público, já que ruas e o acesso ao principais palcos estarão bloqueados. Os trens e estações do Metrô e da ViaQuatro  vão operar de forma ininterrupta a partir das 4h40 do sábado até a meia-noite do domingo.

Não percam está oportunidade.

Divirtam-se com responsabilidade, cuidem da cidade e sejam felizes.

Acesse toda a programação da Virada, clicando aqui.

Boa virada!
Amosampa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sampa do meu coração





São Paulo é uma cidade onde tudo é muito. Muitos prédios, avenidas, carros, motos, escolas, universidades, muito dinheiro, negócios, bairros e entre tantas outras coisas, somos cerca de 12 milhões de pessoas. Gente de todos os lugares do Brasil e do mundo. Uma cidade continental, bem diferente daquela do início do século passado, onde pelas ruas terra e chão batido circulavam carros de boi. Somos a cidade sol, da chuva, do cinza e até da garoa.

Terra do bandeirante, do desbravador, dos imigrantes, e que nasceu pelas mãos de Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, no Pátio Do Colégio, em 1554. Assim é a Sampa do meu coração, cheia de encantos e desencantos. Mas acima de tudo, um lugar onde a vida também tem sentido.

Hoje, ao completares 459 anos, São Paulo parece não sentir o peso da idade, seu coração continua a pulsar firme e forte no ritmo do progresso e da evolução.  É a metrópole que não é conduzida, conduz. Pois tem no ceio de sua história a marca de um povo que nunca desiste, que bate no peito e tem orgulho de amá-la.

Parabéns São Paulo,
Homenagem da Amosampa

Imagem: Reprodução de telas da artista plástica Cristiane Carbone

Minhocão no chão, já!




Minhocão alaga em dia de chuva (Foto: Luciana Lino/ Vc no G1- 09/2009)


Para a revitalização do centro é necessária à demolição elevado Costa e Silva (Minhocão), herança da ditadura militar e executado por Paulo Maluf. Junto com a obra também vieram a degradação, doenças, violência, desvalorização dos imóveis, fuga dos escritórios, bancos, hotéis, o êxodo dos grandes restaurantes e a fuga da população do centro. Defendemos a demolição e reurbanização da região com espaço de lazer, ciclovia e corredores de ônibus.

A AMOSAMPA elaborou documentos com dados econômicos para sua demolição: são mais de três mil vigas pré-montadas que poderão ser reutilizada em pontes, viadutos e até no Rodoanel. Além da reciclagem do entulho, gerando asfalto e cimentos que poderão ser utilizados em obras futuras. Outro opção seria a venda de todo esse material, que renderia cerca de 100 milhões aos cofres de São Paulo.

A revitalização devolverá a essência da região, com uma nova valorização dos imóveis, empreendimentos, criação de empregos, moradias e impostos aos cofres do município.

Wolmir Mattos
Presidente Amosampa

Lei também: Ferrugem e umidade afetam estrutura do Minhocão, dizem especialistas. Reportagem da Folha Online.
Foto: Luciana Lino

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

São Paulo aos pedaços

“As Subprefeituras têm o papel de receber pedidos e reclamações da população, solucionar os problemas apontados; preocupam-se com a educação, saúde e cultura de cada região, tentando sempre promover atividades para a população”, é o que diz o texto publicado no site da Prefeitura do município de São Paulo sobre as atribuições e funções das Subprefeituras. Mas, na prática, nem sempre funcionam dessa maneira.

Distribuídos em 31 pequenos “municípios”, os subprefeitos, todos nomeados pelo prefeito Gilberto Kassab, carecem de identificação específica com a população dessas regiões. Em sua maioria, os gabinetes estão ocupados por coronéis da reserva da Polícia Militar, contemplados com um belo salário que saltou em 2011 de R$ 3.573 para R$ 19.294. Um aumento de 193%. Esse loteamento contemplou verdadeiros paraquedistas, políticos derrotados, apadrinhados de vereadores, membros de partidos que sevem apenas de cabide de empregos, sustentados pelos impostos pagos pelos cidadãos. São poucos os administradores que têm conhecimento da real situação e quais os projetos pontuais para a região das Subprefeituras. Falta ao poder público interagir, ouvir e envolver os moradores no processo de escolha dos projetos a serem implantados nas regiões.

Falta de critérios

Um péssimo exemplo de condução de novas ideias é o projeto “Novaluz” que nem sequer teve audiência publica nem houve consulta aos moradores sobre as ações e impactos dessa implementação. Quais as empresas, que tipo de licitação e quais os custos envolveriam tal obra? Questionamento que nós da ONG AmoSampa estabelecemos por não obtermos respostas por parte de nossos governantes. 

Há décadas, a região central sofre com o esquecimento promovido pelas más administrações. É visível esse abandono, por exemplo, quando visitar o centro da cidade como o Largo do Arouche, Praça Júlio Mesquita, Minhocão, agora também como abrigo para os refugiados da Cracolândia, Largo do Paissandu, Baixada do Glicério, entre outros. Locais que, no passado, serviram de referência gastronômica, teatral e cinematográfica em todo o País. A sequência de projetos inacabados e mal-executados trouxe mais decadência e degradação geográfica, que isolaram e privaram a população de infraestrutura, investimentos e preservação do patrimônio público.

Em relação às nomeações dos subprefeitos, a Amosampa defende que esse processo passe por uma consulta aos moradores, e que o novo subprefeito tenha vínculo com a localidade que comandará. Evidenciando, de preferência, que essas propostas estejam na pauta de prioridades do próximo prefeito de São Paulo.

É importante destacar o questionamento por toda a população de todas as regiões, assim como reunir os candidatos para prefeito em um debate com os moradores de cada Subprefeitura. Nossa proposta é uma discussão real dos problemas a serem enfrentados a curto e longo prazo. Na próxima eleição para prefeito e vereadores de São Paulo, a AmoSampa sugere uma linha de escolha distrital (sistema eleitoral de maioria na qual cada membro do parlamento é eleito individualmente nos limites geográficos de um distrito pela maioria dos votos) para vereadores. Não vote em candidatos que não sejam da sua região das Subprefeituras. Sabemos que a mudança do modelo atual não interessa aos políticos por várias razões. Esse é um instrumento poderoso e que está em nossas mãos.


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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

AmoSampa: Feliz aniversário São Paulo

AmoSampa: Feliz aniversário São Paulo

Feliz aniversário São Paulo

Parabéns São Paulo pelos 458 anos.     

A Amosampa quer saber: que presente você daria para São Paulo? 

Amosampa

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Adeus, minhocão


A proposta, caso aprovada, deverá entrar na pauta de discussões com outras secretarias e com a população. A expectativa é que o projeto chegue à Câmara emi cerca de um ano e meio e custe cerca de R$ 3 bilhões

O monstro de cimento (Minhocão) está com os dias contados. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, divulgou nesta quinta-feira (no Instituto de Engenharia de São Paulo) que entre as suas prioridades de revitalização de áreas consideradas degradadas da cidade estaria a total demolição do Elevado Costa e Silva (o minhocão). A obra estaria dentro do plano de urbanização para as regiões Lapa-Brás, Mooca-Vila Carioca e Rio Verde-Jacu.

O elevado foi construído na década de 1970, possui 2,7 km de extensão, com uma largura de 15,5 m e 23 m e elevada a 5,5 m do solo, recebe nos horários de pico cerca de 1.400 veículos por hora. Desde a sua construção pelo ex-prefeito Paulo Maluf, a construção já causava inúmeras discussões: a degradação, o fim do comércio local e desvalorização dos imóveis da região. Além do aumento de moradores de rua, viciados em drogas, prostituição e assaltos.

Minhocão no chão!

A Ação Local do largo do Arouche - Amosampa, desde 2008 vem discutindo a possibilidade de mobilização de moradores da região para ver o minhocão no chão. Em reunião no dia 10 de março, (veja a matéria) moradores e dirigentes definiram que a única opção para a revitalização da região seria a total demolição do elevado.

Formada por moradores e representantes do centro, a Ação Local do Largo do Arouche-Amosampa, faz reuniões e debate questões ligadas à recuperação e padronização das calçadas, segurança pública, iluminação, limpeza e coleta seletiva, ocupação irregular do espaço público camelôs, comerciantes e presença de pessoas em situação de rua.

O fim do minhocão de Boston 
A cidade de Boston (EUA) também tinha um minhõcão parecido como nosso. Lá, o elevado que também ficava na região central, e derrubá-lo foi a única solução para devolver a paisagem natural da cidade. O projeto de Boston teve custo final de R$ 14 bilhões - parece caro, mas pode valer a pena.

Para o caso de São Paulo já foram feitos diversos estudo sobre o que e como será feito o processo de reurbanização da região. Uma pesquisa que pode ajudar nesse esclarecimento é o livro “Caminhos do Elevado: Memória e Projetos” publicado pela Imprensa Oficial em Dezembro de 2008 e organizado pelas arquitetas Rosa Artigas, Joana Mello e Ana Claudia Castro. No livro, são apresentado projetos de melhorias que vão desde a demolição a reurbanização.

A proposta ainda deverá ser aprimorada para entrar na pauta de discussões com outras secretarias e com a população. A expectativa é que o projeto chegue à Câmara num prazo de um ano e meio, e custará cerca de R$ 3 bilhões. Caso aprovado, a demolição não será realizado ainda na gestão de Kassab.


Amosampa