terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

São Paulo aos pedaços

“As Subprefeituras têm o papel de receber pedidos e reclamações da população, solucionar os problemas apontados; preocupam-se com a educação, saúde e cultura de cada região, tentando sempre promover atividades para a população”, é o que diz o texto publicado no site da Prefeitura do município de São Paulo sobre as atribuições e funções das Subprefeituras. Mas, na prática, nem sempre funcionam dessa maneira.

Distribuídos em 31 pequenos “municípios”, os subprefeitos, todos nomeados pelo prefeito Gilberto Kassab, carecem de identificação específica com a população dessas regiões. Em sua maioria, os gabinetes estão ocupados por coronéis da reserva da Polícia Militar, contemplados com um belo salário que saltou em 2011 de R$ 3.573 para R$ 19.294. Um aumento de 193%. Esse loteamento contemplou verdadeiros paraquedistas, políticos derrotados, apadrinhados de vereadores, membros de partidos que sevem apenas de cabide de empregos, sustentados pelos impostos pagos pelos cidadãos. São poucos os administradores que têm conhecimento da real situação e quais os projetos pontuais para a região das Subprefeituras. Falta ao poder público interagir, ouvir e envolver os moradores no processo de escolha dos projetos a serem implantados nas regiões.

Falta de critérios

Um péssimo exemplo de condução de novas ideias é o projeto “Novaluz” que nem sequer teve audiência publica nem houve consulta aos moradores sobre as ações e impactos dessa implementação. Quais as empresas, que tipo de licitação e quais os custos envolveriam tal obra? Questionamento que nós da ONG AmoSampa estabelecemos por não obtermos respostas por parte de nossos governantes. 

Há décadas, a região central sofre com o esquecimento promovido pelas más administrações. É visível esse abandono, por exemplo, quando visitar o centro da cidade como o Largo do Arouche, Praça Júlio Mesquita, Minhocão, agora também como abrigo para os refugiados da Cracolândia, Largo do Paissandu, Baixada do Glicério, entre outros. Locais que, no passado, serviram de referência gastronômica, teatral e cinematográfica em todo o País. A sequência de projetos inacabados e mal-executados trouxe mais decadência e degradação geográfica, que isolaram e privaram a população de infraestrutura, investimentos e preservação do patrimônio público.

Em relação às nomeações dos subprefeitos, a Amosampa defende que esse processo passe por uma consulta aos moradores, e que o novo subprefeito tenha vínculo com a localidade que comandará. Evidenciando, de preferência, que essas propostas estejam na pauta de prioridades do próximo prefeito de São Paulo.

É importante destacar o questionamento por toda a população de todas as regiões, assim como reunir os candidatos para prefeito em um debate com os moradores de cada Subprefeitura. Nossa proposta é uma discussão real dos problemas a serem enfrentados a curto e longo prazo. Na próxima eleição para prefeito e vereadores de São Paulo, a AmoSampa sugere uma linha de escolha distrital (sistema eleitoral de maioria na qual cada membro do parlamento é eleito individualmente nos limites geográficos de um distrito pela maioria dos votos) para vereadores. Não vote em candidatos que não sejam da sua região das Subprefeituras. Sabemos que a mudança do modelo atual não interessa aos políticos por várias razões. Esse é um instrumento poderoso e que está em nossas mãos.


AmoSampa
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

AmoSampa: Feliz aniversário São Paulo

AmoSampa: Feliz aniversário São Paulo

Feliz aniversário São Paulo

Parabéns São Paulo pelos 458 anos.     

A Amosampa quer saber: que presente você daria para São Paulo? 

Amosampa

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Adeus, minhocão


A proposta, caso aprovada, deverá entrar na pauta de discussões com outras secretarias e com a população. A expectativa é que o projeto chegue à Câmara emi cerca de um ano e meio e custe cerca de R$ 3 bilhões

O monstro de cimento (Minhocão) está com os dias contados. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, divulgou nesta quinta-feira (no Instituto de Engenharia de São Paulo) que entre as suas prioridades de revitalização de áreas consideradas degradadas da cidade estaria a total demolição do Elevado Costa e Silva (o minhocão). A obra estaria dentro do plano de urbanização para as regiões Lapa-Brás, Mooca-Vila Carioca e Rio Verde-Jacu.

O elevado foi construído na década de 1970, possui 2,7 km de extensão, com uma largura de 15,5 m e 23 m e elevada a 5,5 m do solo, recebe nos horários de pico cerca de 1.400 veículos por hora. Desde a sua construção pelo ex-prefeito Paulo Maluf, a construção já causava inúmeras discussões: a degradação, o fim do comércio local e desvalorização dos imóveis da região. Além do aumento de moradores de rua, viciados em drogas, prostituição e assaltos.

Minhocão no chão!

A Ação Local do largo do Arouche - Amosampa, desde 2008 vem discutindo a possibilidade de mobilização de moradores da região para ver o minhocão no chão. Em reunião no dia 10 de março, (veja a matéria) moradores e dirigentes definiram que a única opção para a revitalização da região seria a total demolição do elevado.

Formada por moradores e representantes do centro, a Ação Local do Largo do Arouche-Amosampa, faz reuniões e debate questões ligadas à recuperação e padronização das calçadas, segurança pública, iluminação, limpeza e coleta seletiva, ocupação irregular do espaço público camelôs, comerciantes e presença de pessoas em situação de rua.

O fim do minhocão de Boston 
A cidade de Boston (EUA) também tinha um minhõcão parecido como nosso. Lá, o elevado que também ficava na região central, e derrubá-lo foi a única solução para devolver a paisagem natural da cidade. O projeto de Boston teve custo final de R$ 14 bilhões - parece caro, mas pode valer a pena.

Para o caso de São Paulo já foram feitos diversos estudo sobre o que e como será feito o processo de reurbanização da região. Uma pesquisa que pode ajudar nesse esclarecimento é o livro “Caminhos do Elevado: Memória e Projetos” publicado pela Imprensa Oficial em Dezembro de 2008 e organizado pelas arquitetas Rosa Artigas, Joana Mello e Ana Claudia Castro. No livro, são apresentado projetos de melhorias que vão desde a demolição a reurbanização.

A proposta ainda deverá ser aprimorada para entrar na pauta de discussões com outras secretarias e com a população. A expectativa é que o projeto chegue à Câmara num prazo de um ano e meio, e custará cerca de R$ 3 bilhões. Caso aprovado, a demolição não será realizado ainda na gestão de Kassab.


Amosampa

sábado, 3 de outubro de 2009

Reunião da Amosampa apresenta os resultados para o Largo do Arouche

Placa no Arouche - crédito foto: Volmir Matos

Por Anderson Moriel Mattos
Diretor de Comunicação da AmoSampa

Realizada dia 24 de setembro, no Hotel São Raphael, a Ação Local do Largo do Arouche\Amosampa apresentou os resultados e as propostas na segunda reunião do calendário anual das Ações Locais. Na oportunidade foram divulgados o novo visual da banca de flores e a recuperação dos jardins da praça central.

Além da nova cara do Largo do Arouche, foram abordadas questões como segurança pública, iluminação, coleta seletiva, paisagismo, atividades culturais e shows. Outro ponto debatido foram as novas ferramentas de comunicação - Twitter, Blog, E-mail, Site e Orkut, canais que a Ação Local do Largo do Arouche\Amosampa disponibilizou aos moradores da região e à população em geral.

A assembleia teve como base noticiar os informativos sobre a recuperação da região e debater as próximas ações. Os participantes também conheceram o material das campanhas sobre a gripe H1N1, Lei Antifumo e o informativo alusivo ao gradeamento da banca de flores. O presidente da Ação Local do Largo do Arouche\Amosampa Volmir Matos, não participou da reunião, por motivos particulares. Mesmo distante, destacou a importância da participação em conjunto de todas as Ações Locais e dos moradores e as novas conquistas para a melhoria do Largo.

Veja o vídeo de agradecimento aos presentes no encontro.

Outros representantes de outras Ações Locais participaram da assembleia. Ery Coutinho (Julio Mesquita) elogiou o trabalho realizado pela Ação Local\Amosampa e afirmou a necessidade da união das Ações Locais. "A proposta elaborada pela Ação Local\Amosampa demonstra o compromisso que temos em representar os moradores da parte central da cidade, com organização e trabalho. É hora de cobrar das autoridades ações que, de fato, melhorem a qualidade de vida de todos", disse Coutinho.

Fátima Vieira, moradora do Largo do Arouche, se mostrou satisfeita com o encontro e disposta a participar ativamente do movimento. "Gostei da reunião e das conquistas e propostas apresentadas. Acho que devemos participar cada vez mais das assembleias e motivar as novas gerações para acompanhar e contribuir com a nossa região", destacou.

Para os próximos encontros a Ação Local\ Amosampa deseja que as novas reivindicações estejam em andamento e que a continuação dos projetos jamais terminem.

Agradecimento:
Hotel São Raphael
Rogério Mascia Silveira - Jornalista e Webdesigner 
Selma Brisolla - Projeto Gráfico
Marcos Luiz da Silva - Eventos
Genivaldo Carvalho - Fotógrafo
Volmir Matos - Presidente da Ação Local\Amosampa
Edgar Fiordelísio - Vice-Presidente da Ação Local

Amosampa divulga o documento sobre revitalização do Largo do Arouche

Ofício de Volmir Matos solicita recuperação do mobiliário e paisagismo no largo do Arouche


Ação Local do Largo do Arouche\Amosampa recebeu a documentação oficial da Subprefeitura (SÉ). O ofício determina a recuperação de paisagismo e mobiliário no largo do Arouche, a partir de requisição de Volmir Mattos, presidente da Ação Local.

O documento destaca as seguintes solicitações:
  • Reforma completa das bancas (interna e externamente);
  •  Instalação de sistema de recuo de água pluvial, para utilizar nas descargas e irrigação das flores e plantas;  
  • Solicitação junto a Sabesp da instalação do sistema de esgoto;
  • Construção de sanitários para utilização dos oficiais da Polícia Militar (Base móvel localizada no Largo);
  • Construção de mureta para o plantio de flores e plantas por parte dos floristas.
Estas são algumas solicitações sobre a revitalização do Largo do Arouche que a Ação Local\Amosampa providenciou para a região.

domingo, 21 de junho de 2009

Amosampa cria dossiê Largo do Arouche

 Vista aérea do Largo do Arouche- Foto: Genivaldo Carvalho

A Amosampa criou um dossiê sobre o Largo do Arouche e região. Este documento é o resultado da pesquisa sobre o atual estado do centro de São Paulo (SP), em especial do Largo do Arouche.

O artigo traz diversas fotos que mostram o descaso público com o centro histórico da cidade. O dossiê já foi entregue ao Comandante da Polícia Militar do Centro. Nas próximas semanas, será entregue pessoalmente para os responsáveis do Conselho Tutelar, Administração Municipal e Estadual, Juízes e Procuradores, Guarda Municipal, CET, entre outros.

Para Volmir Matos, presidente da Amosampa, este é um trabalho contínuo. "Somos parte desta sociedade. Nosso dever é preservar, questionar e atuar permanentemente como integrantes. O Largo do Arouche não pode continuar esquecido. Este local é um marco histórico, gastronômico e cultural da cidade", diz Volmir, que acredita na mudança em todos os sentidos no local, para que volte a ser o que era antes.




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